Empreender é uma decisão corajosa — ainda mais quando se é mãe, responsável sozinha por uma casa, uma criança e um futuro. Mas nem todas as ideias precisam de começar com grandes investimentos. Há programas públicos, bolsas, apoios e formações que podem fazer a diferença entre o medo e o primeiro passo.
Este artigo reúne o essencial para mães únicas que querem transformar uma ideia num projecto ou um talento num pequeno negócio.
1. Há apoios públicos para começar (mesmo com pouco)
O Estado português tem mecanismos específicos para incentivar o empreendedorismo em contextos de maior vulnerabilidade — e as mães únicas estão entre as beneficiárias preferenciais de várias medidas.
2. Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego (IEFP)
Uma das opções mais diretas para quem está desempregada e quer criar um negócio.
Inclui:
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Apoio financeiro (subsídio ao investimento inicial e apoio à criação do próprio emprego)
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Isenção ou redução de contribuições para a Segurança Social nos primeiros meses
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Acompanhamento técnico na elaboração do plano de negócio
Condições:
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Estar inscrita como desempregada no IEFP
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Apresentar um projeto viável
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Constituir atividade por conta própria ou empresa
Mais informações: www.iefp.pt/apoios-ao-empreendedorismo
3. INCoDe.2030: Programas de capacitação digital
O INCoDe.2030 promove a literacia digital, com foco em públicos em risco de exclusão — incluindo mulheres chefes de família.
O que oferece:
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Formação certificada em competências digitais
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Cursos de curta e média duração
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Acesso gratuito a conteúdos e redes de apoio
Exemplo: “Engenheiras Por Um Dia”, “Elas Podem” ou iniciativas em parceria com municípios.
Mais informações: www.incode2030.gov.pt
4. Microcrédito e iniciativas locais
a) Microcrédito ANJE / Caixa / Millennium
b) Apoios municipais e programas locais
Algumas câmaras municipais têm programas específicos para o empreendedorismo feminino ou em contextos sociais vulneráveis (Lisboa, Porto, Braga, Setúbal, entre outras).
Consulta o Gabinete de Ação Social ou Empreendedorismo da tua autarquia.
5. Formação gratuita para mães empreendedoras
A formação é muitas vezes gratuita quando enquadrada em projetos de inclusão social, desenvolvimento local ou empregabilidade.
Plataformas úteis:
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Academia do IEFP – www.netemprego.gov.pt
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Academia Digital para Adultos – em parceria com escolas e bibliotecas públicas
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Plataformas de empreendedorismo feminino (ex: Portuguese Women in Tech, SheSapiens)
6. Posso receber o subsídio de desemprego e abrir um negócio?
Sim. Podes:
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Receber o montante global do subsídio de desemprego de uma só vez, para investir no teu negócio
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Acumular o apoio com outros incentivos (ex: apoios do IEFP, microcrédito)
Esta opção chama-se Pagamento Único do Subsídio de Desemprego. Pede marcação no IEFP para saberes como avançar.
7. Redes e apoio entre mães empreendedoras
Empreender não é um caminho solitário. É um caminho que começa com apoio.
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Liga-te a grupos de mães empreendedoras (ex: grupos de Facebook como “Mães Empreendedoras em Portugal”)
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Participa em encontros online da comunidade do Movimento Mães Únicas
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https://linke.to/maesunicas
8. O que é preciso para começar?
Checklist base:
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NIF (Número de Identificação Fiscal)
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NISS (Número de Identificação da Segurança Social)
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Registo de atividade nas Finanças (atividade independente ou empresa)
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Conta bancária
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Plano de negócio (modelo simples ou canvas)
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Disponibilidade para participar em sessões de capacitação
Se precisares de ajuda para organizar tudo isto, o Movimento pode encaminhar-te para profissionais ou técnicos com experiência em apoiar mães que criam os seus filhos sozinhas.
Ser mãe e empreendedora não é impossível. Mas é mais fácil com informação clara e apoio estruturado.