Sobrecarga mental: como reconhecer quando já ultrapassaste o limite
A sobrecarga mental não surge de repente. É algo cumulativo e silencioso.
Entre o trabalho, a casa, os filhos, as expetativas, existe tendência para ignorar pequenos sinais:
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acordar ainda cansada;
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maiores níveis de irritação, mesmo com coisas pequenas;
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sentimento de não ser capaz de levar uma tarefa até ao fim;
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perda do interesse por coisas que antes davam prazer;
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dificuldade de concentração;
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sentimento de falha constante.
O esgotamento não tende a aparecer quando já não é fisicamente possível fazer nada, mas sim quando continuas a fazer tudo, mas sem energia, sem prazer e sem presença.
É um desgaste físico, emocional e mental causado por stress e autoexigência contínuos, e que pode evoluir para estados mais graves se for ignorado.
E o mais perigoso seja que normalizámos viver assim…
Pergunta-te, com honestidade:
Quando foi a última vez que me senti verdadeiramente leve?
O que estou a carregar que já não devia ser só meu?
O que aconteceria se eu abrandasse, mesmo que um pouco?
Não precisas de mudar tudo hoje, mas talvez possas começar por dizer um “não” sem culpa, pedir ajuda, criar micro-pausas no teu dia (ouvir uma música, caminhar, tomar um café …).
Cuidar de ti devia ser manutenção básica. Quanto mais adias esse cuidado, mais alto o corpo e a mente vão pedir socorro.
Se estás a ler isto e sentes que já estás no limite, não ignores! Estamos juntas neste caminho, mesmo nos dias mais pesados.
Junta-te a esta conversa!
Com intenção,
