Encontros de Mães Únicas: Como Participar ou Criar um na Sua Região

Ninguém devia ter de atravessar a maternidade sozinha. E, no entanto, milhares de mulheres em Portugal cuidam de filhos sem rede, sem descanso e, muitas vezes, sem voz.

Este artigo é um convite: a criar essa rede — à sua volta. A fazer parte de uma comunidade que não se limita à escuta, mas que transforma o silêncio em encontro.


Porquê encontros para mães únicas?

Porque o cuidado cansa. E ninguém devia cuidar sem também ser cuidada.

Os encontros entre mães únicas são espaços seguros para:

  • Partilhar desafios sem julgamento
  • Trocar experiências e recursos
  • Conversar com quem compreende a exaustão, o medo e o orgulho
  • Construir amizade, presença e empatia
  • Criar soluções práticas em conjunto

Não se trata de terapia. Mas o efeito é, muitas vezes, terapêutico.


Como posso participar?

O Movimento MÃES ÚNICAS organiza encontros online regulares e pode ajudar a ligar mães na mesma região.

Para participar:

  1. Subscreva a newsletter para receber as datas: https://maesunicas.pt/links
  2. Junte-se aos nossos grupos locais e nacionais (indicados também no site)
  3. Responda aos convites para cafés virtuais, encontros temáticos e formações participativas

E se quiser criar um grupo na minha zona?

Pode. Deve. E não precisa de esperar por autorização.

Passos simples:

  1. Escolha um local seguro e acessível (café familiar, parque, biblioteca)
  2. Proponha uma data e divulgue nos grupos de mães únicas (ex: Mães Solteiras por Opção – Portugal, Familia Monoparental, etc.)
  3. Convide com clareza:

“Sou mãe única, vivo em [zona]. Vou estar no [local] às [horas] para um café e conversa com outras mães que cuidam sozinhas. Apareçam.”

  1. Estabeleça um tom de confiança e respeito:
    • Partilha voluntária
    • Não julgamento
    • Escuta ativa
    • Privacidade

Temas possíveis para encontros:

  • Como gerir o cansaço e manter a sanidade
  • Organização da rotina com filhos pequenos
  • Direitos legais das mães únicas
  • Reentrada no mercado de trabalho
  • Apoios sociais e estratégias para lidar com a burocracia
  • Educação emocional dos filhos em lares monoparentais

Pode também convidar oradoras (psicólogas, juristas, assistentes sociais) ou usar recursos prontos do Movimento.


Boas práticas:

  • Limite de participantes (5 a 10 pessoas é o ideal para início)
  • Tempo definido para cada encontro (ex: 1h30)
  • Círculo de escuta: todas falam, ninguém monopoliza
  • Partilhas anónimas, se necessário
  • Recolha de ideias para próximos encontros
  • Confiança e não-exposição pública das histórias alheias

Não há encontros na sua zona?

Crie um. Pode começar por uma conversa com uma mãe da escola, um post num grupo local, um convite enviado em privado.

Às vezes, basta uma mãe que diga “eu também preciso”.

As outras aparecem.


Estamos aqui para ajudar.

Se quiser dinamizar um grupo com o apoio do Movimento MÃES ÚNICAS, entre em contacto connosco.

Podemos fornecer modelos, sugestões de estrutura e divulgação.

🔗 https://maesunicas.pt/links


Não caminhe sozinha. O primeiro passo pode ser um encontro.

E um encontro pode mudar tudo.

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